sábado, 19 de Março de 2011

O que são salinas?


Nas últimas aulas de Ciências da Natureza, enquanto se falava da capacidade dissolvente da água e dos seus processos de tratamento, veio à baila o tema das salinas. Apesar de a maioria dos alunos ter demonstrado conhecimento do assunto, é sempre bom aprendermos um pouco mais.

Salina é uma área de produção de sal marinho através da evaporação da água do mar ou mesmo de um lago de água salgada.
Desde sempre o sal foi um tempero importante na nossa vida, não é por acaso que foi nomeado o principal tempero e considerado mesmo um produto mágico que começou a ser explorado de forma intensiva já pelos romanos.

Desde sempre também que Portugal foi um bom produtor e exportador de sal, no entanto, hoje esta actividade secular, encontra-se em regressão, apesar de todos os projectos que a tentam revitalizar, pois pretende-se recuperar as salinas tradicionais e dignificar a profissão de marnoto ou hortelão do sal, não só em Portugal mas também noutras regiões do Mediterrâneo, como Itália, França e Grécia.
O documento mais antigo, conhecido sobre o sal português data do ano de 959 e refere-se a uma doação de terras e marinhas de sal feita na zona de Aveiro, pela condessa Mumadona, ao mosteiro de São Salvador, em Guimarães.
A tradição manteve-se, e ainda hoje, a região de Aveiro é conhecida pelas suas vastas áreas de salinas, uma das imagens de marca da região.
A época da safra tem início em Março, quando são preparadas as salinas, decorrendo depois a extracção do sal durante os meses de Julho, Agosto e Setembro / Outubro, altura em que começam as primeiras chuvas e é então necessário cobrir os montes de sal que se acumularam ao longo do período de produção. O processo de extracção do sal é, ainda hoje, totalmente tradicional, recorre-se à embarcação tradicional, o mercantel, para transportar o sal produzido nas ilhas para os locais de armazenagem e processamento. Na zona de Aveiro, hoje, existem apenas duas ou três salinas à entrada da cidade, é o que resta para manter viva a tradição secular.
Não só Aveiro, mas também Figueira da Foz, Alcácer do Sal, Alcochete, Tavira, Olhão e Castro Marim, estiveram, até recentemente, sempre associadas a vastas áreas de salinas. Hoje, restam apenas velhas salinas desactivadas. No entanto existem ainda algumas salinas em exploração, além das Salinas de Aveiro:
- Salinas da Figueira da Foz – situadas na Ilha da Murraceira, no leito do Mondego.
- Salinas do Tejo – à saída de Alcochete, em direcção ao Samouco, ainda existe uma salina que produz sal, a Salina do Brito. Um pouco mais à frente encontra as Salinas do Samouco, onde o acesso é interdito.
- Salinas do Sado – do lado de Setúbal, pode-se visitar a Salina da Marina Nova e do lado de Tróia, a Torrinha, onde existe um enorme complexo de salinas antigas, aqui a actividade já praticamente desapareceu.
- Salinas do Algarve – o Algarve possui três núcleos importantes de salinas, em Olhão, Tavira e Castro Marim. Em Olhão, algumas salinas têm a particularidade de se dedicarem à produção de flor de sal.
Fonte:http://www.maisnatureza.com/geral/salinas/


 

As salinas de Rio Maior, são únicas no país e são fruto de uma maravilha da natureza. A água salgada provém de uma extensa e profunda mina de sal-gema, que é atravessada por uma corrente subterrânea de água doce, que se torna depois salgada. Trata-se de sal puro (97,94% de cloreto de sódio), que é recolhido nos talhos pelos marinheiros (designação dada aos salineiros). Para saberes mais sobre estas salinas que são o bonito local a visitar deves consultar o seguinte site: http://www.regiaoderiomaior.pt/marinhas.htm

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